Dr. José Milton Guimarães Jr.

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Urologista

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Próstata

prostata

Entendendo a próstata

A próstata é uma glândula e faz parte do aparelho reprodutor humano. Ela fica abaixo da bexiga e acima do reto, englobando toda a volta da primeira porção da uretra. A próstata colabora com a produção do fluido seminal que ajuda a carregar os espermatozoides durante a ejaculação. Um dos problemas mais comuns da próstata é o seu crescimento benigno, que, com o passar do tempo, pode comprimir a uretra e causar dificuldade para urinar.

Câncer de próstata

Ninguém sabe exatamente o que causa o câncer de próstata. No entanto, sabe-se que não é uma doença contagiosa e que alguns fatores de risco fazem com que certos homens tenham mais chance do que outros de desenvolvê-la. O câncer de próstata é o tumor maligno mais comum do homem e estima-se nos Estados Unidos que na média um em cada seis homens vai
desenvolver a doença. Idade – Idade é o fator mais importante, sendo incomum antes dos 45 anos e mais comum após os 60. História familiar – Se um parente de primeiro grau (pai ou irmão) já desenvolveu a doença, o risco é maior.

Raça – Acredita-se que a questão racial possa ser importante no desenvolvimento do câncer de próstata. Nos Estados Unidos, a doença é mais comum  entre negros. Mas isso não se repete necessariamente em outros países, nos quais há grupos descendentes de tribos africanas de diferentes etnias. No Oriente, de forma geral, é menos frequente. No entanto, essa baixa incidência pode não ter exclusivamente o fator racial como justificativa, já que orientais que migram para o Ocidente e adquirem hábitos locais, apresentam risco de câncer de próstata progressivamente maior nas gerações  subsequentes.

Dieta – Alguns estudos sugerem que o câncer de próstata está relacionado à dieta rica em carne e gordura animal, enquanto que a dieta rica em  frutas e vegetais poderia ser um fator protetor. Condições como crescimento benigno da próstata, obesidade, tabagismo, ter realizado vasectomia, uma infecção viral da próstata e a falta de exercícios físicos não são considerados fatores de risco.
 
Detecção precoce – Como o câncer de próstata localizado ou em estágio inicial normalmente não causa sintomas, deve-se tentar descobrir a doença antes de os sintomas aparecerem. Para isso, preconiza-se a realização do exame da próstata pelo toque retal. A coleta de um exame de sangue, o PSA (sigla em inglês para antígeno prostático específico) é um tema controverso no meio médico, embora a dosagem dessa substância seja um marcador importante para o câncer de próstata. Por um lado, o risco de falso-positivos pode estar associado a intervenções invasivas e desnecessárias. Mas, por outro, a detecção precoce está vinculada a uma perspectiva melhor da eliminação total do tumor. As diretrizes americanas sugerem que homens a
partir dos 50 anos de idade procurem o urologista para investigar a saúde da glândula. Para aqueles com histórico de câncer na família recomenda-se aos 45 anos.
 
Exame de toque – Também conhecido por exame digital da próstata pelo reto, é realizado pelo médico para identificar áreas endurecidas na próstata e outras alterações que podem levá-lo a suspeitar de câncer. Dura poucos segundos e é indolor. PSA – É mensurado no sangue e utilizado como marcador do câncer de próstata, sugerindo a presença da doença principalmente quando o valor total está maior que 2,5 ng/ml. No entanto, pode aumentar em outras doenças da próstata, como no crescimento benigno e na prostatite (infecção e inflamação da próstata). Existem outras frações do PSA (livre e ligadas a outras moléculas) e outros parâmetros que podem ajudar o médico a suspeitar de um eventual câncer de próstata, como a velocidade de crescimento do PSA (quanto que aumenta de ano para ano), a densidade do PSA  (relação do resultado do exame com o tamanho da próstata) e o PSA esperado para a idade.
Sintomas – A maior parte dos homens com câncer de próstata inicial não tem sintomas. O desconforto para urinar ou a presença de sangue na urina ou no esperma são mais relacionados ao crescimento benigno da próstata ou prostatite. Uma avaliação urológica muitas vezes é necessária para esclarecer a real origem desses sintomas.
 
Diagnóstico – O câncer de próstata localizado não aparece na maior parte dos exames de imagem como ultrassom, tomografia, ressonância magnética e PET-SCAN. Portanto, o diagnóstico é feito através de biópsia (retirada de pequenos fragmentos por agulha fina introduzida pelo reto) guiada por ultrassom e feita com sedação. Os fragmentos removidos são analisados por um médico patologista que evidencia a existência ou não do problema.Este exame tornou-se padronizado e realizado rotineiramente nas melhores instituições, com baixo risco de complicações graves e com rápido retorno do indivíduo às suas atividades normais. Um exame de biópsia realizado não exclui totalmente a presença da doença e outras biópsias podem ser
necessárias dependendo da análise de vários fatores de risco.Estágios da doença – Quando o diagnóstico é confirmado pela biópsia, é necessário realizar uma série de exames que irão determinar se a doença está localizada na próstata, se está um pouco além dos limites da próstata, ou se células malignas já se espalharam para outros órgãos.